terça-feira, 19 de abril de 2011

Máquinas Absurdas...



Desde Platão, existe uma noção de que os seres humanos são simplesmente receptáculos do espírito e da alma. Idéia um tanto complicada, pois levarmos em consideração de que vivemos a maior parte, para não dizer, todo o tempo de consciência com nosso corpo, e é bem custoso livrar-se dele, deveríamos outro si, termos uma boa relação com nossas carnes e banhas.

Absurdo é uma redundância para os seres humanos, uns mais outros menos, mas todos os seres humanos contem em si tanta potencialidade quanto imponderabilidades e esquisitices. Curiosamente, estas mesmas criaturas insistem em criar normas e idéias, que já em sua criação e idealização conte os germes da sua própria negação e contravenção.
A culpa é o resultado do erro. O erro é o desrespeito ao certo, certo? Mas o certo é um constructo idealizado pela sociedade em um processo histórico, que pode ou não ter sido escolhido pelo indivíduo como parte de seu ser. E ai, o idéia que o próprio ou outros não é alcançado, e a punção de morte se desencadeia nas formas, mas violentas que pode-se imaginar, sem razão e sem racionalidade. Como se o prédio inteiro fosse eclodir simplesmente porque não conseguiu aquilo que nunca foi possível de forma alguma.
Um certo vídeo do youtube dizia que os únicos animais que busca a felicidade são os homens, enquanto que os demais animais simplesmente são felizes. Isso significa que a felicidade como coisas não existe foram do individuo, existe apenas em seu imaginário e suas imaginações oniricóides. Um homem rico não resiste e come suicídio, enquanto que uma mulher sozinha, cheia de filhos prossegue seu caminho dia após dia.
Culpa, culpado, culpabilidade e o culpado...só existe mediante a possibilidade e a capacidade. Não duvido da existência da culpa real e comprovável, mas acredito que o grande problema seja a possibilidade de resolução do futuro, o que poderá ser feito daqui para frente. O futuro é um ideal, pode ser tornar realidade; quem sabe? Afinal quem não sabe onde quer ir, qualquer lugar serve? Certamente...mas aconselho o leitor a considerar além do futuro, o presente e o ser, não a alma e não o corpo, mas o eu material e real no presente e tudo que proporcione o melhor devir...