quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Um mundo sem regras, por Zygmunt Bauman

Um mundo sem regras, por Zygmunt Bauman:

by Racionalidade ambiental...


O que realmente está em jogo é a “liberdade de escolher o que é certo para você” – para você, e não “para os outros” – ou como compartilhar o planeta e o espaço com esses outros. A opinião é do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em artigo publicado no jornal La Repubblica. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
“Quem disse que devemos seguir as regras?”. A pergunta aparece com grande destaque no topo do site locationindependent.com. Imediatamente mais abaixo, é sugerida uma resposta: “Você está cheio de seguir as regras? Regras que impõem que você se encha de trabalho e ganhe um punhado de dinheiro que lhe permite ter uma casa e um empréstimo imponente? E trabalhar ainda mais duramente para pagá-lo, até o momento em que você terá amadurecido uma bela aposentadoria […] e finalmente poderá começar a desfrutar a vida? Essa ideia não nos agradava – e se também não agradava a você, vocês está no lugar certo”.
Lendo essas poucas palavras, não pude deixar de recordar uma velha piada que circulava na época do colonialismo europeu: enquanto passeia tranquilo pela savana, um inglês que veste os irrenunciáveis símbolos de um cargo colonialista, com um grande elmo militar, embate-se com um indígena que ronca tranquilamento à sombra de uma árvore. Tomado de indignação, embora mitigada pelo senso de missão de civilidade que o levou a essas terras, o inglês acorda o homem com um chute, gritando: “Por que tu desperdiças o teu tempo, preguiçoso, vagabundo, não-faz-nada?”. “E o que mais eu poderia fazer, senhor?”, rebate o indígena, claramente interdito. “É pleno dia, tu deverias trabalhar!”. “Por quê?”, replica o outro, cada vez mais indignado. “Para ganhar dinheiro!”. E o indígena, no cúmulo da incredulidade: “Por quê?”. “Para poder repousar, relaxar, gozar o ócio!”. “Mas é exatamente o que eu estou fazendo!”, acrescenta o homem, ressentido e enjoado.
Bem, o círculo se fechou: chegamos talvez ao fim de um longo desvio e voltamos ao ponto de partida? Lea e Jonathan Woodward, dois professores europeus extremamente cultos e capazes que dirigem o site locationindependent citado antes, talvez estão reconhecendo, explícita e diretamente, sem tantos rodeios, um conceito pré-moderno, inato e intuitivo que os pioneiros, os apóstolos e os executores da modernidade haviam desacreditado, ridicularizado e tentado extirpar quando exigiam, ao invés, que as pessoas trabalhassem duramente por toda a vida e que só em seguida, no fim de intermináveis fadigas, começassem a aproveitar?!
Para os Woodward, assim como para o “indígena” da nossa anedota, a insensatez de uma proposta dessas é tão reluzente a ponto de não merecer nenhuma explicação, nem uma prova discursiva. Para eles, assim como para o “indígena”, é claro como o dia que antepor o trabalho ao repouso – e, portanto, indiretamente, remeter uma satisfação potencialmente instantânea (a regra sacrossanta ao qual o colonialista e os seus contemporâneos se atinham ao pé da letra) – não é uma escolha mais sábia, nem mais útil do que a que coloca o carro na frente dos bois.
Que hoje os Woodward possam afirmar com tal segurança e convicção opiniões que só uma ou duas gerações atrás teriam sido consideradas uma abominável heresia é um índice de uma imponente “revolução cultural”. Um revolução que não transformou apenas a visão que os representantes das classes cultas têm do mundo, mas o próprio mundo em que nasceram e cresceram, que aprenderam a conhecer e experimentaram. Para que pudesse parecer reluzente, a sua filosofia de vida devia se basear na realidade contemporânea e em sólidos fundamentos materiais que nenhuma autoridade constituída parece intencionada a pôr em discussão.
Os fundamentos da velha/nova filosofia de vida parecem ser já indestrutíveis. O quão profunda e irreversivelmente o mundo mudou na sua transição à fase “líquida” da modernidade é demonstrado pela timidez das reações dos governos diante da mais grave catástrofe econômica verificada desde o fim da fase “sólida”, quando ministros e legisladores decidiram, quase por instinto, salvar o mundo das finanças – mas também os privilégios, os bônus na Bolsa e os apertos de mão que selavam acordos milionários e permitiam a sua sobrevivência: aquela poderosa força causal e operativa que esteve na base da desregulação e que foi a principal paladina e expoente da filosofia do “começaremos a nos preocupar quando acontecer”; de pacotes acionários subdivididos em parcelas que permanecem imunes à responsabilidade das consequências; de uma vida que se baseia no dinheiro e no tempo tomados de empréstimo; e de uma modalidade de existência inspirada no “goze rápido e pague depois”. Em outras palavras, aqueles mesmos hábitos, que o poder facilitou, aos quais, em definitivo, o terremoto econômico em questão poderia (e deveria) se remeter. (…)
Contudo, no apelo dos Woodward há algo a mais em jogo, muito mais, do que a diferença entre um posto de trabalho ancorado em um lugar, totalmente encerrado dentro de um único edifício comercial, e um itinerante, dirigido a metas prediletas como a Tailândia, a África do Sul e o Caribe. (…)
O que realmente está em jogo é, como eles mesmos admitem, a “liberdade de escolher o que é certo para você” – para você, e não “para os outros” – ou como compartilhar o planeta e o espaço com esses outros.
Assumindo tal princípio como parâmetro para medir a correção e o valor das escolhas de vida, os Woodward encontram-se na mesma linha de pensamento das pessoas contra as quais eles se rebelam, como os dirigentes e os administradores da Lehman Brothers e todos os seus inumeráveis competidores, além daqueles que, como escreve Alex Berenson no jornal New York Times – recebem “salários de oito dígitos” (acusação que com toda a probabilidade os Woodward rejeitariam indignados).
Todos, unanimemente, aprovam o fato de que “a ordem do egoismo” ganhou força com relação àquela “ordem da solidariedade”, que antigamente tinha o seu viveiro mais fértil e a principal cidadela na prolongada partilha (considerada sem fim) dos locais em escritórios e fábricas. Foram os conselhos de administração e os dirigentes das multinacionais, com o tácito ou manifesto apoio e encorajamento do poder político a cargo, que se ocuparam de desmantelar os fundamentos da solidariedade entre empregados mediante a abolição do poder de contratação coletivo, desmobilizando as associações de defesa dos trabalhadores e obrigando-as a abandonar o campo de batalha, mediante a alteração dos contratos de trabalho, a externalização e a terceirização das funções empresariais e das responsabilidades dos empregados, desregulamentando (tornando “flexíveis”) os horários de trabalho, limitando os contratos de trabalho e, ao mesmo tempo, intensificando a substituição do pessoal e ligando a renovação dos contratos com as performances individuais, controlando-as de perto e continuamente.
Ou seja, resumindo, fazendo todo o possível para atingir a lógica da autodefesa coletiva e favorecer a desenfreada competividade individual para assegurar vantagens de direção.
O passo definitivo para pôr fim de uma vez por todas a qualquer ocasião de solidariedade entre empregados – que para a grande maioria das pessoas representa o único meio para alcançar a “liberdade de escolher o que fazer por você” – requereria, no entanto, a abolição da “sede de trabalho fixa” e do espaço compartilhado dos trabalhadores, no escritório ou na fábrica. E foi esse o passo que Lea e Jonathan Woodward deram. Com as suas competências e credenciais, puderam se permitir isso.
Porém, não são muitas as pessoas que se encontram na condição de buscar um remédio para a própria falta de liberdade na Tailândia, na África do Sul ou no Caribe, não necessariamente nessa ordem. Para todos os outros que não estão em uma posição semelhante, o novo conceito/estilo de vida/organização mental dos Woodward confirmaria de uma vez por todas o quanto as suas perdas foram definitivas, a partir do momento em que menos pessoas permaneceriam comprometidas com a defesa coletiva das suas liberdades individuais. A ausência mais conspícua seria a das “classes cultas”, as quais antigamente cabia a tarefa de tirar da miséria os oprimidos e os marginalizados.
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/513644-um-mundo-sem-regras-artigo-de-zygmnun-bauman

“Nós do Candomblé não temos medo de ameaças: já sofremos muita perseguição!”

“Nós do Candomblé não temos medo de ameaças: já sofremos muita perseguição!”:
by: racismo ambiental


Babá Mejeuí – Erisvaldo Pereira dos Santos
As pessoas intolerantes não se cansam de atacar nossas comunidades religiosas. Desta vez a agressão foi ao Ilê Axé Ogunfunmilayo, em Contagem, Minas Gerais. Trata-se de um terreiro de candomblé da nação Keto, no qual respondo como sacerdote, desde janeiro de 2001, quando recebi da Iyalorixá Lídia de Oxaguiã (Santo Amaro da Purificação – BA) as prerrogativas para o ofício do culto e administração dos rituais tradicionais. Resolvi divulgar o ocorrido, a fim de que faça parte da lista imensa de atos de intolerância contra nossas comunidades tradicionais e também para que a autoridades competentes tomem providências contra este tipo de prática.
Segunda-feira, dia 10 de setembro de 2012, depois da meia noite, portanto dia 11 de setembro, alguém tentou arrombar o portão da casa de Ogum. A tentativa de arrombamento se apresenta como um ato vil de intolerância, porque foi iniciada, com arremesso de dois tijolos de cimento que fizeram um grande barulho no portão. Em seguida deram uma pesada de bota, que forçou a abertura do portão e cujas marcas ficaram evidentes em sua lataria.
Em 12 anos, é a primeira vez que um ato de intolerância ocorre de forma tão escandalosa e em um horário de pouca movimentação na Casa.  Não creio que seja tentativa de roubo, pois um meliante não chamaria atenção jogando tijolos em portão de ferro. Segunda-feira costuma ser dia de função no Terreiro, mas naquele dia não houve, porque eu estava na Bahia. Imagino que a casa já começa a incomodar os intolerantes. Em razão disso, inicio também a denúncia pública, a fim de que a sociedade entenda o que nós estamos dizendo e o Estado garanta a nossa liberdade de culto, estabelecida em nossa Carta Magna.
Irei registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia de Contagem, pois ficar calado, não denunciar aumenta ainda mais a sanha perversa dos que pensam que podem acabar com nossa religião.  Logo nós que temos resistido a séculos de perseguições, prisões de sacerdotes e sacerdotisas, invasões dos nossos templos, com apreensão e quebra de objetos rituais, acusações de cárceres privados, produzindo danos de ordem física e psicológica. Nada disso foi suficiente para apagar a força da ancestralidade africana que está presente em nossas crenças. Precisamos reagir, exigindo do Estado celeridade na apuração das denúncias, aplicação da Lei  e na adoção de medidas educativas que coíbam práticas de intolerâncias contra nossas comunidades tradicionais.
Em pleno século XXI, em um País multicultural, com uma diversidade de crenças não se pode aceitar quaisquer ato que afronte o direito à liberdade religiosa, pois isso é um direito humano fundamental para a sustentação da democracia.
Desde já, agradeço, em nome de Ogum, a solidariedade e o compromisso de tod@s  em favor da liberdade religiosa!
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Enviada por Marta Almeida Filha para GT Combate ao Racismo Ambiental.

Greve dos bancários: os discursos que demonizam a luta por direitos

Greve dos bancários: os discursos que demonizam a luta por direitos:
Leonardo Sakamoto
“Greve é ruim para todo mundo: é ruim para o bancário, é ruim para o banco, é ruim para a população, que já foi muito incomodada pela onda de greves dos funcionários públicos e não merece ser mais incomodada com uma paralisação dos bancários.”
A declaração acima é de Magnus Ribas Apostólico, diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, braço sindical da Federação Brasileiros de Bancos responsável pelas questões de disputas trabalhistas.


by. racismo ambiental

O Brasil sem o nordeste

O Brasil sem o nordeste:

tirado do racismo ambiental...

Fonte: Crônicas do Motta
Adonias Filho, Afrânio Peixoto, Alberto Nepomuceno, Alceu Valença, Alcione, Antonio Bandeira, Anísio Teixeira, Ademilde Fonseca, Aderbal Freire Filho, Ariano Suassuna, Ascenso Ferreira, Assis Valente, Augusto dos Anjos, Aurélio Buarque de Hollanda, Austregésilo de Athayde, Barbosa Lima Sobrinho, Batatinha, Belchior, Bezerra da Silva, Câmara Cascudo, Capiba, Capinan, Capistrano de Abreu, Carlos Castello Branco, Carlos Marighela, Castro Alves, Catulo da Paixão Cearense, Celso Furtado, Chacrinha, Chico Anysio, Chico César, Chico Science, Cícero Dias, Claudionor Germano, Coelho Neto, Cussy de Almeida, Daniela Mercury, Daúde, Delmiro Gouveia, Dias Gomes, Djavan, Dom Helder Câmara, Dominguinhos, Dorival Caymmi, Elba Ramalho, Eleazar de Carvalho, Ellen de Lima, Elomar, Emanoel Araújo, Epitácio Pessoa, Evaldo Cabral de Mello, Evandro Lins e Silva, Evanildo Bechara, Ferreira Gullar, Fortuna, Francisco Brennand, Francisco Julião, Frei Caneca, Gal Costa, Genival Lacerda, Geraldo Azevedo, Geraldo Vandré, Gilberto Freyre, Gilberto Gil, Gilvan Samico, Giocondo Dias, Glauber Rocha, Gordurinha, Gonçalves Dias, Graça Aranha, Graciliano Ramos, Gregório de Matos, Guel Arraes, Helonieda Studart, Henrique Dias, Heraldo do Monte, Herbert Viana, Hermeto Paschoal, Hermilo Borba Filho, Humberto Teixeira, Ivete Sangalo, K-Ximbinho, Jacques Klein, J. Borges, Jackson do Pandeiro, Jararaca, João Cabral de Melo Netto, João Câmara, João do Vale, João Gilberto, João Ubaldo Ribeiro, Joaquim Cardozo, Joãosinho Trinta, Joel Silveira, Jorge Amado, Jorge de Lima, José Américo de Almeida, José Condé, José de Alencar, José Dumont, José Ermírio de Moraes, José Lins do Rego, José Wilker, Josué de Castro, Josué Montello, Lázaro Ramos, Lêdo Ivo, Lula, Luís Americano, Luís Viana Filho, Luiza Erundina, Luiz Bandeira, Luiz Carlos Barreto, Luiz Gonzaga, Luperce Miranda, Manezinho Araújo, Mano Décio da Viola, Manuel Bandeira, Marco Nanini, Maria Bethânia, Mário Cravo Neto, Marlos Nobre, Mestre Vitalino, Miguel Arraes, Moacir Santos, Naná Vasconcelos, Nelson Ferreira, Nelson Rodrigues, Nise da Silveira, Odylo Costa, Patativa do Assaré, Paulo Freire, Pedro Américo, Rachel de Queiroz, Raul Seixas, Riachão, Rildo Hora, Rui Barbosa, Santa Rosa, Severino Araújo, Sílvio Romero, Sivuca, Solano Trindade, Sousândrade, Tobias Barreto, Torquato Neto, Turíbio Santos, Waldick Soriano, Wally Salomão, Walter Santos, Walter Wanderley, Zagalo, Zé Dantas, Zé da Velha, Zé do Norte, Zé Ramalho, Zé Trindade.
Todos nordestinos. Dá para imaginar o Brasil sem eles?
Enviada por José Carlos para Combate ao Racismo Ambiental.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2010/11/o-brasil-sem-o-nordeste.html

Desmate em áreas protegidas fica sem punição

Desmate em áreas protegidas fica sem punição:
Autores de desmatamentos em áreas protegidas do Pará feitos entre 2007 e 2008 permaneciam em sua maioria impunes após quatro anos. Dos 145 casos apresentados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) para o Ministério Público Federal (MPF), 76% não foram punidos. O levantamento foi feito pelo Imazon para checar o resultado dos esforços de uma parceria firmada com o MPF em 2007 a fim de agilizar a punição de desmatamentos em unidades de conservação e terras indígenas.
A ONG faz mensalmente um monitoramento, com imagens de satélite, da perda de cobertura florestal na Amazônia e envia alertas para os órgãos fiscalizadores, como Ibama e Secretaria do Meio Ambiente do Pará. Em 2007, começou a mandá-los também para o MPF, que se comprometeu a cobrar dos órgãos de fiscalização a verificação em campo e iniciar ações para punir os infratores. A parceria inverteu um processo que começava com os órgãos fiscalizadores. Só quando eles identificavam um desmate é que ele era reportado à procuradoria.
Entre agosto de 2007 e setembro de 2008, a ONG detectou 182 quilômetros quadrados de desmatamentos em 22 áreas protegidas. Dez delas concentravam mais de 90% do corte (mais informações nesta página). Mas a estratégia não deu muito certo. “Os 76% de casos que permaneciam sob investigação até o ano passado representavam 55% do desmatamento observado em áreas protegidas no período”, afirma a advogada Elis Araújo, que liderou a pesquisa.
Ao analisar com as subseções do MPF o porquê dessa demora, Elis e colegas ouviram que o maior obstáculo estava na falta ou na demora de fiscalização. “Ao acionarem os órgãos ambientais, recebiam a resposta de que faltava recurso ou pessoal ou que o efetivo estava, por exemplo, mais concentrado nos municípios prioritários, onde a taxa de desmate era mais alta.”
Importância
A identificação do desmatamento em campo é imprescindível para detectar se ele é legal ou ilegal. Apesar de em várias categorias de UCs o nível de proteção ser integral – ou seja, não pode ter desmate -, há exceções. Em terras indígenas, por exemplo, é permitido algum manejo para as necessidades daquele povo; algumas florestas nacionais também têm concessão de mineração. Então é preciso checar se o corte visto no satélite se enquadra nesses casos ou não.
Em geral, porém, os órgãos ambientais se recusaram a sair a campo. A situação só não foi aceita na subseção do MPF de Marabá, que acabou entrando com uma ação pública contra os órgãos, forçando a fiscalização. O procurador da República Bruno Valente, responsável pelo MPF do Pará, afirma que a atitude foi paliativa e não funcionaria para todo o Estado. “Não dá para fazer o órgão ambiental atender, porque a verdade é que o cobertor é pequeno, não tem mesmo gente para todos os pontos”, diz.
Para ele, a solução mais efetiva é investir na regularização fundiária do Estado. “O alerta do Imazon vem com as coordenadas geográficas, mas, como há poucos registros no Cadastro Ambiental Rural, não sabemos quem está naquele local. Por isso é preciso deslocar uma equipe. Se soubéssemos, ficaria mais fácil saber se é ilegal e agir.”
O resultado é preocupante, diz Elis, porque boa parte do combate ao desmatamento da Amazônia é amparada na capacidade do País de monitorar em tempo real o desmatamento. “Mas, se não temos capacidade de responder de forma rápida aos alertas, isso acaba estimulando a degradação.”
O Imazon sugere no relatório, que será divulgado nesta quarta-feira, que se foque nas áreas mais críticas, como a Floresta Nacional de Jamanxim, que segue como a área protegida com o maior desmatamento. Procurado pela reportagem, o Ibama não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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http://www.dgabc.com.br/News/5981976/desmate-em-areas-protegidas-no-para-fica-sem-punicao.aspx