sexta-feira, 29 de março de 2013

"Moendo Gente - A situação do trabalho nos frigoríficos" - altlander@gmail.com - Gmail


Escravo, nem pensar! Publica caderno temático “Moendo Gente – A situação do trabalho nos frigoríficos”
06/03/2013
Publicação discute a situação do trabalho nas indústrias frigoríficas brasileiras
O programa Escravo, nem pensar!, com apoio da Catholic Relief Services e da TAM Airlines, lançou em março o caderno temático “Moendo gente – A situação do trabalho nos frigoríficos”, voltado para educadores que queiram abordar o tema em atividades na escola ou com outros públicos.
Além do conteúdo informativo, caderno traz 
sugestões de atividades didáticas
A publicação didática confronta o fato de o Brasil ser o maior produtor de carnes do mundo com as difíceis condições de trabalho nas plantas frigoríficas. Além disso, são apresentados depoimentos de trabalhadores, que revelam suas duras histórias nas linhas de abate de bovinos, aves e suínos.
Em 2011, os frigoríficos brasileiros exportaram 15,64 bilhões de dólares em produtos. No entanto, por trás do grande lucro gerado por este setor existe um quadro marcado pela exposição dos trabalhadores a sérios riscos à sua saúde física e psicológica nesse ambiente de trabalho.
Jornadas exaustivas, ritmo ininterrupto de produção, pressão psicológica, elevada carga de movimentos repetitivos e exposição a baixas temperaturas são algumas situações que compõem o cenário do trabalho em muitos frigoríficos do país.
Vale, então, a pena manter um sistema de produção que adoece e lesiona tantos trabalhadores para inflar as exportações do país? Reflexões como essa são suscitadas neste caderno temático, que faz parte de um conjunto de produções da Repórter Brasil, voltadas para o mesmo tema:
  • O premiado documentário “Carne e Osso” (2011) apresenta a realidade impactante e depoimentos que revelam o árduo cotidiano do trabalho nos frigoríficos brasileiros.
  • Listado entre os 10 melhores projetos de jornalismo digital pela Revista Superinteressante, o hot site "Moendo Gente" denuncia, em formato multimídia, acidentes, doenças e outros problemas decorrentes do trabalho na indústria da carne

quinta-feira, 28 de março de 2013

A origem das sociedades

A origem das sociedades:
wilson
Acaba de sair pela Companhia das Letras o novo livro de E. O. Wilson, pai da sociobiologia. E é polêmico, como conta a ótima reportagem que saiu ano passado na revista Piauí. Em 1975, Wilson gerou tanta indignação ao propor bases biológicas para o comportamento social, que chegou a receber um banho (literal) de água gelada quando manifestantes lhe despejaram uma jarra durante um congresso. Agora ele volta a pôr a cabeça em risco ao questionar a base teórica que sustentou sua própria argumentação. Se requer coragem admitir que estava equivocado, a ousadia é ainda maior quando se trata de repensar toda uma área de pesquisa.
O parentesco entre integrantes de um grupo, ele defende, não basta para sustentar as complexas sociedades que caracterizam seres tão diferentes quanto formigas e pessoas. Entra em jogo outra vez a seleção de grupo, há décadas posta de escanteio.
A conquista social da Terra é leitura obrigatória para quem se interessa por entender a formação de sociedades do ponto de vista biológico. Para chegar a uma explicação para o enigma que o ocupa há décadas, o autor se debruça sobre seus insetos favoritos – as formigas – em comparação com os seres humanos e outros organismos.
Quando li o livro, fui pedir a opinião de amigos norte-americanos que ganham a vida investigando a evolução da socialidade. Não tinham lido o livro ainda, mas com base em artigos dos últimos anos o consenso parecia ser que o Wilson não está trazendo nenhuma grande novidade – estaria, na verdade, fazendo barulho com ideias que andam no ar, por aí. É o que ele faz de melhor, pensei, reunir ideias espalhadas e sintetizar num corpo teórico. Neste caso, achei que a leitura vale a pena seja para concordar ou para discordar. Fonte rica de reflexão e discussão.
O livro é dividido em seis partes. Na primeira, Wilson faz considerações sobre por que existe a vida social avançada, conhecida como eussocialidade. O que faz um animal abrir mão de sua própria segurança e conforto, e até de se reproduzir diretamente, enquanto contribui para o sucesso reprodutivo de outros com quem convive? Um dilema evolutivo que chegou a fazer Darwin duvidar de sua própria teoria da seleção natural. Para Wilson, a questão é crucial: sem entender a vida social, não se chega ao cerne do que é a condição humana.
A segunda parte narra o surgimento do ser humano, desde seus ancestrais até o homem moderno, Homo sapiens. Já nessa parte Wilson dá estocadas nas bases teóricas dos estudos de socialidade que pretende implodir. Boa parte da colaboração entre membros de um grupo tem sido explicada com base no parentesco: ajudar um parente próximo (com quem se compartilha genes) a se reproduzir equivale a passar seus próximos genes adiante. Para o autor, essa teoria não explica a evolução de grupos sociais, e por isso ele invoca uma força evolutiva que por muito tempo permaneceu quase um tabu: a seleção de grupo. Em linhas gerais, grupos mais bem sucedidos deixam mais descendentes e têm maiores chances de produzirem membros com tendências a se manterem agrupados e cooperar.
Na terceira parte, Wilson mostra como os insetos sociais dominaram o mundo. Descreve exemplos que ele mesmo observou e reúne um conhecimento que ajudou a construir, como um dos maiores especialistas no campo.
A quarta parte do livro traz a discussão central sobre as forças da evolução social e detalha a nova teoria desenvolvida e defendida por Wilson. Em seguida, ele se debruça sobre a condição humana. A cultura, a capacidade de elaborar linguagem e exprimir ideias abstratas, a variedade cultural e como essa cultura evolui em paralelo (e colaboração mútua) com os genes, a moralidade, a religião, a arte. Por fim, tece considerações a respeito de para onde vai a humanidade: a única espécie que desenvolveu a capacidade de modificar seu próprio ambiente a ponto de destruí-lo.
Com A conquista social da Terra, Wilson promete voltar a outra de suas especialidades: causar polêmica que pode dar origem a uma discussão construtiva. Richard Dawkins deu um pontapé inicial na discussão com uma resenha demolidora na Prospect Magazine. Wilson rebateu sumariamente as críticas em dois parágrafos (em seguida ao texto de Dawkins). Não sei se teve continuação, se alguém souber tenho curiosidade.

vi no ScienceBlogs.com.br 

ARRENDATÁRIO AMEAÇA COMUNIDADE DA ALDEIA TAKWARA EM MATO GROSSO DO SUL

ARRENDATÁRIO AMEAÇA COMUNIDADE DA ALDEIA TAKWARA EM MATO GROSSO DO SUL:
da pagina do Tribunal Popular

Arrendatário de uma porção da fazenda “Brasília do Sul”, situada dentro dos limites da Terra Indígena Takwara foi até a sede da aldeia para ameaçar as lideranças e avisar que o desmatamento continua!


Como foi divulgado no último dia 22 de março, o extermínio das matas da aldeia Takwara ainda não cessou e os latifundiários da região além de desmatarem a única área preservada dentro dos limites da aldeia, passaram a ameaçar a comunidade e desta vez, os criminosos, de maneira ainda mais desinibida e truculenta, foram até a sede da aldeia para avisar que o desmatamento vai continuar.

É sabido que a mata remanescente da região está sendo derrubada para a expansão da lavoura de cana já existentes ilegalmente dentro dos limites da aldeia.

Segundo lideranças locais, estimasse que hoje há cerca de 30 capangas armados que se revezam em turnos controlando a estrada de acesso, trilhas e fazem a vigília do maquinário usado e da operação.

Desde dezembro de 2012, o Tribunal Popular vem alertando sobre o acirramento do conflito contra os Guarani Kaiowá da Aldeia Takwara no município de Juti (MS). Os indígenas vem sofrendo todo tipo de violência, desde ameaças de morte a suas lideranças até a destruição das matas de seu território originário.

Em janeiro de 2013, foram registramos dois incêndios criminosos na aldeia, com a intenção clara de preparar o terreno para a ampliação do cultivo da monocultura cana-de-açúcar.

Diversas foram as ameaças contra as principais lideranças da aldeia, estas ameaças só foram amenizadas depois de muita pressão realizada pelos indígenas para que a Força Nacional fizesse uma intervenção e permanecesse por um período na área, até que fossem presos os jagunços que estão a serviço do fazendeiro Jacinto Honório da Silva. Lembramos que o Sr. Jacinto Honório não foi responsabilizado por mais esse delito.

A tensão instalada nesta região do Mato Grosso do Sul e a permanente omissão do Estado brasileiro sobre a resolução em definitivo da demarcação e homologação desta Terra Indígena, tem intensificado cada vez mais a violência por parte dos fazendeiros contra o povo Kaiowa e Guarani, o exemplo mais recente dessa prática foi a invasão de um dos arrendatários das terras da Fazenda Brasília do Sul (que se sobrepõem a Aldeia Takwara), para desmatar a última reserva florestal presente nesta área. Diversas testemunhas relataram ao Tribunal Popular que na manhã desta terça-feira (26/03) este arrendatário, foi até a Takwara, para fazer pessoalmente ameaças ao povo da aldeia.

O Tribunal Popular alerta mais uma vez que o governo brasileiro tem se omitido de forma criminosa em relação as demarcações e homologações das terras indígenas no Brasil e em particular com as terras do povo Kaiowa e Guarani.

As mazelas que ocorrem na Aldeia Takwara são de conhecimento de todos os poderes públicos municipais, estaduais e federal, em especial o poder executivo federal principal responsável por resolver esta situação. Há duas semanas, seis lideranças do povo Kaiowa e Guarani, estiveram em Brasília (DF) e novamente deram ciência ao Ministro da Justiça, Ministra da Casa Civil, Procuradoria Geral da República e FUNAI, sobre a situação desumana vivida cotidianamente pelos indígenas .

Caso o agravamento desta situação levar a morte ou mais violência contra o povo da Aldeia Takwara,será de inteira responsabilidade do governo federal que não honra qualquer compromisso que tenha feito com o povo Kaiowa e Guarani e os abandonou a própria sorte.  

O que acontece em MS contra o povo Kaiowa e Guarani é um crime contra a humanidade e uma tentativa deliberada de exterminar os indigenas, fazendo com que aconteça assim um etnocídio.

O Tribunal Popular, vem exigir do Estado brasileiro:

1º A imediata demarcação e homologação de toda as terras reivindicadas pelo povo Kaiowa e Guarani;
2º A garantia que nenhum falso proprietário (grileiros) entre e destrua as terras do povo Kaiowa e Guarani;
3º A intervenção imediata para cessar o desmatamento da última reserva de mata existente na Aldeia Takwara
4º A segurança permanente da Polícia Federal e/ou Força Nacional nas áreas de retomada do povo Kaiowa e Guarani;
5º Responsabilidade aos fazendeiros pelos crimes cometidos e fim da  impunidade;

O Tribunal Popular, conclama a todxs xs lutadores do povo a se unir na luta Guarani Kaiowá e dos povos indígenas .

Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus

DENUNCIEM!!!
Excelentíssima Senhora Presidenta da República: Dilma Vana Rousseff
Excelentíssima Senhora Presidenta da Fundação Nacional do Índio: Marta Maria Azevedo
Ministério Público Federal de Dourados: Dr. Marco Antônio de Almeida
Ouvidoria Geral do IBAMA – Linha Verde Mato Grosso do Sul – Abel Cafure
Fone : (67) 382-2966 ou 382-1802 ramal 231
Fax : (67) 325-8987
E-mail : abel@ms.ibama.gov.br
-14.235004
-51.925280


vi no racismo ambiental

quarta-feira, 27 de março de 2013

Professor Joel Dutra explica como podemos viver mais, trabalhar menos e ainda produzir melhor

Professor Joel Dutra explica como podemos viver mais, trabalhar menos e ainda produzir melhor: O equilíbrio da pessoa com o trabalho e outras dimensões da vida faz com que ela cresça e se desenvolva.

Pensar globalmente, comer localmente

Pensar globalmente, comer localmente:
Consumidor Moderno Consciente
Think globally, act locally” (pense globalmente, aja localmente), o famoso mote de ambientalistas mundo afora é também o resumo do modo de vida e alimentação dos “locávoros”.
É cada mais forte nos EUA a tendência dos “locavores” — pessoas que preferem consumir alimentos cultivados localmente. O neologismo poderia ser traduzido como “locávoros” – similar a “herbívoros” ou “carnívoros”.
De acordo com o dicionário online Merriam-Webster, um locávoro é “alguém que come localmente sempre que possível.” Esta definição, no entanto, apenas explica o nome, mas não o motivo de existência do locavorismo. Afinal, por que alguém trocaria a praticidade dos supermercados pelo trabalho de ser a própria fonte de sua alimentação buscando por comida na localidade ao redor? Alguns motivos levam a isso:
Herbívoros comem vegetais. Carnívoros comem carne. Locávoros comem localmente. Menos gases poluentes
Locávoros geralmente começam sua busca para comer de forma mais ambientalmente sustentável, definindo um raio de quilometragem. Qualquer alimento cultivado ou feito dentro deste raio é considerado comida local.
Mas, ainda, por que definir este raio e passar pela dificuldade de ater-se a ele? Como é que isso pode ajudar a tornar “verdes” os hábitos alimentares? A verdade é que mesmo que os seus produtos favoritos usem embalagens biodegradáveis e sejam fabricados de acordo com a “etiqueta ambiental”, eles ainda terão a desvantagem da poluição causada pelos veículos responsáveis pela sua distribuição.
Além disso, ao adquirir produtos mais perto de casa a poluição emitida pelo automóvel também é diminuída ou evitada quando se pode ir a pé.
A professora de yoga Sílvia Maria é uma das pessoas que decidiu por comprar produtos nos arredores de casa. “Compro meus vegetais e ovos de um micro produtor no meu bairro (na cidade de Santo André), ele produz tomates, alguns vegetais e cria galinhas no seu quintal. Fiz isso em prol da saúde da minha família e do incentivo ao pequeno empresário”.
Menos desperdício com embalagens
É claro que só o fato de procurar comprar produtos que se preocupam em oferecer embalagens ambientalmente menos danosas já é um ponto verde a mais. No entanto, há opções ainda mais benéficas para o ambiente. Um exemplo? Imagine que ao comprar seus produtos em alguma quitanda, feira livre ou pequeno produtor próximo à sua casa você pode abdicar de quaisquer tipos de embalagens plásticas com mais facilidade, já que o caminho é curto e a armazenagem pode ser feita em sacolas ecológicas, cestas carrinhos de feira. Resumindo, comprar localmente permite que você diminua a sua própria pegada de carbono e poluição em geral.
Para tornar as coisas ainda mais interessantes, o fato é que com isso, você gasta mais dinheiro com comida de verdade e menos com campanhas de marketing, embalagens poluentes e nomes fantasia. Isso é valorizar a natureza e o próprio bolso.
* Com informações do Green Forum
(Consumidor Moderno Consciente)

by mercado ético